"Preciso de um emprego!"
Quantas pessoas você já ouviu dizer esta pequena frase?
Agora, quantas delas você sabe que trabalham com aquilo que gostam? Ou na área formada, desejada, etc.?
Este nosso mundo "moderno" anda cada vez mais engraçado...
Não faço ideia se somente nossa geração está nesse dilema, esta rotina incansável e sem fim de consumismo absurdo. Algo que cada vez mais nos controla, ditando regras e leis, em o que vestir, o que comer, onde ir...
Você já parou pra pensar que a maioria das coisas que compra, consome, não são realmente necessárias para nossa sobrevivência?
Agora, neste exato momento, você já realizou o seu maior sonho de vida?
Está fazendo o que para atingi-lo?
Engraçado, não?
As pessoas traçam metas a serem cumpridas no futuro, esquecendo que seu presente passa cada dia mais rápido... Esquecendo que o que vale não é a roupa usada, não é o carro adquirido, não é a casa que mora...
Vou mais além... Você É, de verdade, É feliz?
Se morrer hoje, em exatos 10 minutos, morreria contente e orgulhoso da vida que levou?
Pois é, Gumercindo também não.
O trabalho começou cedo.
Nem tanto por obrigações familiares, mas por vontade de adquirir a tão sonhada "independência financeira"... Esquecendo de sua infância... Não percebendo que ao passar dos anos, seus amigos se formam, casam, constituem famílias...
A vida profissional de Gumercindo começa cedo, aos 14 anos quando, por sorte, ao ir em uma empresa para consertar seu computador, se depara com uma proposta interessante: Trabalhar, ter seu próprio dinheiro. Não depender dos pais para comprar seus doces, seus jogos, sua diversão.
Sim!
Ao contrário dessa realidade atual, 8 anos atrás as crianças eram crianças...
Empinavam pipa, brincavam de pique-esconde, pique-pega, etc., ao contrário de muitos pré-adolescentes que, nos seus 12 anos de idade já pensam em somente roupas caras, sexo, quando menos sério, jogos eletrônicos.
A incrível "Era das brincadeiras" é passado. Mas deixemos estes pensamentos mais adiante.
Neste emprego, onde Gumercindo recebia "imensos" 200, ou 250 reais, na época, foi de verdade um tempo que ele suplica reviver...
Com os anos se passando, Gumercindo se vê cada dia mais preso à este grandioso "esquema" social, este capitalismo selvagem que assombra nossas vidas, nos remetendo à investir toda nossa juventude em busca de dinheiro, e, quando o temos, gastá-lo todo ele tentando adquirir de volta a juventude...
Sempre, ao sair de um emprego, outro já estava o esperando...
Apesar de sua vida amorosa não andar bem, na verdade, nunca a viu em um patamar que pode ser visto como bom, Gumercindo têm muita sorte na vida profissional...
"Sorte"... Não é algo que eu realmente acredito...
Só com o passar dos anos, Gumercindo se dá conta de que largar os estudos em busca de trabalho nunca foi uma ideia fantástica.
Tendo uma visão de uma possível carreira, se depara com uma verdade incontestável... Seria ele mais um homem qualquer, que tem por objetivo único sustentar sua esposa e filhos, e tendo como ganhos este salário "grotesco" da população que trabalha na linha de frente, mão de obra, enquanto políticos ganham e esbanjam luxo, enquanto estes aumentam seus salários da maneira que bem entendem?
Você acha justo, um ser humano viver com míseros 540 reais, enquanto parlamentares custam anualmente aproximadamente 10 MILHÕES por ano (cada parlamentar)?
Todas estas perguntas, nós estamos já cansados de ouvir, e nunca ter respostas.
A vida de Gumercindo segue, com todos estes questionamentos, mas como sempre, indo na mesma direção.
Será que verá seu tão sonhado "diploma" de graduação?
Faça sua existência valer a pena.
Seja feliz, corra atrás dos seus sonhos. Mas corra hoje, pois amanhã pode ser tarde.
"Os velhos sabem, querem mas não podem, os jovens podem querem mas não sabem."
Histórias de Gumercindo.
Alison Alves Mota
Muito bommm!
ResponderExcluir